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100 POR CENTO LIVROS

28
Jul14

Ulianov e o Diabo

Nuno Chaves

 

Mais um livro do autor Pedro Garcia Rosado, e este em especial era um livro que queria muito ler. Trata-se do segundo volume da série “O Estado do Crime” e  deu-me algum trabalho a conseguir, visto que já não está em circulação. Mas o esforço compensou. Para quem acompanha o trabalho do autor, sabe porque é que este livro se torna especial… Ulianov o protagonista deste thriller é um personagem memorável que descobri em “Vermelho da Cor do Sangue” e que tal como apareceu, desapareceu e levou o leitor a torcer por ele e a desejar saber mais a seu respeito. O facto de estar a ler os livros numa ordem invertida, dá-me também a possibilidade de recordar outros personagens com quem já me tinha cruzado. O Inspector José Moura e  o Director Rodrigo Álvares (O Clube de Macau) e o personagem Maxim e o seu célebre “video-clube” (Vermelho da Cor do Sangue). Em Ulianov e o Diabo, é novamente aberta a porta para o universo de Serguei Denisovich Tchekhov, ex-agente do KGB, desta forma conhecemos e entendemos um pouco melhor o percurso do Ex-agente Soviético e de como chegou a Portugal. Novamente a estrela maior é a corrupção e a dimensão inacreditável dos tentáculos do “Polvo”. A história começa na década de 70, quando dois irmãos, Lourenço e Alberto, raptam uma rapariga e a deixam quase à beira da morte. Trinta anos depois, voltamos a encontrar esta insólita “dupla” de irmãos que continua a fazer das suas. Pouco dados ao trabalho e preferindo a boa vida, Lourenço e Alberto vivem sobretudo uma vida dupla, em que o mais importante são as aparências. Sempre à sombra do pai, um poderoso industrial (em fim de carreira) os dois irmãos vão cometendo vários crimes, que para eles não passam de meros pormenores. Associação Criminosa, Enriquecimento ilícito, Tráfico de Influências e Prostituição são apenas alguns dos temas deste romance e dos disparates dos dois irmãos … Até ao dia em que algo corre mal e irá despoletar a ira e a vingança de Ulianov. Mas à sombra (saindo dela literalmente) do grande personagem que é Ulianov, PGR dá-nos a conhecer outra figura marcante é ele… O Diabo. É impossível pela descrição dada, não fechar os olhos e imaginar esta tenebrosa criatura que espreita das entranhas da terra. Confesso que me repugnei e comovi ao mesmo tempo com “O Diabo” uma figura que vale a ser descoberta.

De leitura rápida e compulsiva à semelhança daquilo que o autor nos tem habituado, cada capítulo deixa-nos em suspenso e sem conseguir parar. Viajamos ao sabor da imaginação e descobrimos uma outra Lisboa por debaixo do chão, essa Lisboa que sabemos onde começa… mas que não sabemos onde irá acabar ou onde nos poderá levar.

* Marco novo encontro com Ulianov e o Diabo, na próxima série do autor (As Investigações de Gabriel Ponte) que conto ler em breve. Deixo também uma nota ao PGR ( e porque também eu tenho uma imaginação fértil). Espero reencontrar o “Diabo” antes deste episódio, saber quem é, de onde veio e como veio aqui parar. (mesmo tendo algumas indicações) Deixo aqui o mote ou a peça que poderá encaixar num possível “ressuscitamento”  do Coronel Vitor Gil… (e porque não)?

 

«Ulianov e o Diabo» é o segundo livro da Trilogia “O Estado do Crime” depois de «Crimes Solitários»

 

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Sinopse:
Nos bastidores do jet-set de Lisboa, os dois filhos deserdados de um antigo cavalheiro da indústria cometem finalmente o crime que pode arrasar a sua carreira de playboys em full-time e de criminosos em part-time No coração de Lisboa à beira do Tejo, o imigrante Russo que tem o nome de guerra de Ulianov , ex-agente do KGB e ex-presidiário em Portugal, é arrastado para a baralha mais difícil da sua vida, quando a sua Irmã desaparece. No mundo sombrio entre as relações entre a política e os negócios, um empresário preparar-se para construir a obra-prima da sua vida. E do inferno das cavernas subterrâneas de Lisboa emerge o sem-abrigo que guarda o segredo do desaparecimento da irmã de Ulianov. Esqueça tudo o que pensava que sabia sobre o que se passa fora do alcance dos seus olhos e debaixo dos seus pés, porque Ulianov e o Diabo vai levá-lo a um mundo desconhecido, onde habitam personagens capazes do impensável.

 

08
Jul14

Crimes Solitários

Nuno Chaves

 

Descobri PGR em 2013 apenas na curiosidade de ler algo de que toda a gente falava, e acabei por gostar muito dos primeiros 3 livros que compõem a série “Não Matarás” (a 2ª escrita por PGR)
Recentemente terminei “A Guerra de Gil” o 7º livro do autor e volto novamente para trás, desta vez com o “Crimes Solitários” o 1º romance publicado e que faz parte de uma série chamada “O Estado do Crime” (acredito que um trocadilho com a palavra «Estado» não tenha sido por acaso).
Crimes Solitários, regressa ao estilo que me agradou em “Não Matarás” um policial passado em Portugal e assente em casos tão “corriqueiros” que se tornaram “Prato do Dia” e quase tão normais como beber um copo de água.
Nada de invenções estranhas, neste policial que vai agradar com certeza aos fãs do género.
.
A Ambição é o pilar principal deste livro e abunda, algo que julgo salutar (mas não a qualquer preço) embora tenha noção que por vezes os meios convencionais, não nos levem a lado nenhum. (Talvez seja por isso nunca tenha saído da cepa torta)….
Desde o Jornalista que tudo fará para obter o seu furo ao inspector da Judiciária, que usa armas pouco convencionais para cumprir objectivos e subir na hierarquia, passando pelo Pacóvio que ganhou uns cobres na vida, à conta do favorzinho  e das pequenas vigarices  e obviamente um casamento proveitoso construído sobre mentiras. Não falta nada! Qualquer semelhança com casos que possam conhecer, são apenas mera coincidência.
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Ambição, Corrupção, Homossexualidade Vingança e Crime são os ingredientes, utilizados por PGR neste seu livro de estreia.
As histórias de José Ricardo, Diogo Teixeira e Eduardo Cortes irão cruzar-se por mero acaso, O leitor irá assistir a uma espécie de mutação comportamental, em que cada passo leva a outro ainda pior, que os irá levar para uma viagem da qual poderá não existir regresso.
Com o Alentejo como paisagem de fundo, percorremos estradas e caminhos que poderiam muito bem ser os nossos.
Uma excelente estreia de PGR, bem ao gosto da “Menina dos Policiais” Vera Brandão, (Com muito sangue e sexo) que recomendo sem qualquer reserva.
Uma história frenética, Inquietante e com um final misterioso, surpreendente e quase místico, que se devora num abrir e fechar de olhos.
Leiam se faz favor.

Sinopse:
Uma noite, num dos mais belos restaurantes do Alentejo, um comerciante de negócios escuros chamado Eduardo Cortes revela publicamente um segredo embaraçoso, vingando-se da perseguição que lhe movem um inspector da Policia Judiciaria, Diogo Teixeira, e um jornalista especializado em casos de polícia, José Ricardo. Três anos depois, o mesmo Eduardo Cortes comete um homicídio mas, apesar do cuidado que põe na organização do crime para não se tornar suspeito, dá um pequeno passo em falso- um passo que só José Ricardo tem conhecimento, este, porém, não pode denunciá-lo sem se expor demasiado, pelo que se socorre do seu amigo Lisboa, Diogo Teixeira.

Está, pois , criado o ambiente para que os dois se ponham em campo para ajustarem contas antigas e resolverem um crime que podia ficar por resolver. Mas a caçada fará rolar muitas cabeças para além de Eduardo Cortes numa batalha em que dificilmente poderá haver vencedores.

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