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100 POR CENTO LIVROS

17
Nov12

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar

Nuno Chaves

 

Cheguei ao fim da trilogia Millennium com este “A Rainha no Palácio das Correntes de Ar” que começa exactamente no ponto onde o seu antecessor termina.
Conseguirá Lisbeth Salander escapar ao acontecimento que deixa o leitor em êxtase no final “A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo” é claro que sim! (Nem poderia ter sido de outra forma).

Tal como tinha referido anteriormente e não tenho qualquer dúvida quanto a isso, Salander será daquelas personagens que terão o seu lugar garantido na história da literatura. Será demasiado petulante da minha parte colocá-la no patamar de Anna Karenina ou Madame Bovary? O tempo o dirá e daqui por cem anos não duvido que será umas das heroínas da literatura do século XXI
Lisbeth Tomou um papel tão importante na Trilogia Millennium que ofuscou por completo Michael Bloomkvist o co-protagonista e também os restantes personagens da saga, que com muita pena terminou abruptamente com a morte do autor. Guardo o desejo de que algures numa gaveta esquecida, Larsson tenha deixado, mais uma história desta dupla magnifica.

Ao contrário do 1º volume “Os Homens que odeiam as mulheres” este 3º e último capítulo deve ser lido sequencialmente, visto que é a perfeita continuação do livro anterior. Estamos a falar de mais de 1500 páginas se porventura este(s) livro(s) estivessem juntos.

Ultrapassada a barreira inicial dos estranhos nomes Suecos (que nem me atrevo a pronunciar em voz alta), este livro é emocionante mas não consegue o mesmo fôlego dos antecessores. Foram necessárias quase 400 páginas lidas para recuperar a “embalagem”.
Num ritmo mais lento, “A Rainha no Palácio das Correntes de Ar” vai unindo aos poucos as pontas soltas sobre a verdadeira história de Lisbeth Salander.
Li algures que Stieg Larsson sabia perfeitamente o que estava a dizer e queria contar, de que muitos dos pormenores que nos deixam de boca aberta ao longo da história, poderão de facto ter acontecido.
Este último volume deixou-me a pensar e a fazer comparações com nosso sistema Judicial quando comparado ao Sueco. Ao contrário de Portugal na Suécia não existe um Tribunal Constitucional. E até que ponto é que a nossa intimidade, poderá se devastada e abusada sem que o saibamos?
Sob este aspecto e também sob outros pormenores que Larsson nos conta, a Suécia não é de todo o paraíso a norte da Europa. Outro dos pontos que estranhei bastante (e segundo parece é uma prática comum nos tribunais Suecos), foi a cumplicidade do “tu cá tu lá” entre Juízes, Procuradores e Advogados. É realmente muito estranho, quando comparada com uma realidade como a Portuguesa, que remete para o seu galho o respectivo macaco.

É impossível não notar a evolução  de  Lisbeth Salander (a todos os níveis), a sua força de vontade e a “obrigação” em ter de cumprir regras estabelecidas pela sociedade em que deixou ou nunca acreditou e aprender a confiar um pouco mais em todos aqueles que de facto a querem e podem ajudar, uma verdadeira prova de fogo e um enorme tormento para a personagem.

Tudo fica bem, quando acaba bem… não irei dizer muito mais sobre este livro para não correr o risco de fazer spoilers, mas é com uma certa pena que termino a série que se fica por uma Trilogia e não como um conjunto de histórias inicialmente prevista por Stieg Larsson.
A trilogia Millennium é de facto extraordinária e recomendo a leitura a todos aqueles que apreciam uma boa história. É definitivamente uma das melhores séries que já li.

 

Sinopse:
Neste terceiro e último volume da Trilogia Millennium, Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isso não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Os elementos da SAPO continuam as suas movimentações; Mikael Blomkvist tenta de todas as maneiras ilibar Salander; Dragan Armanskij, o inspector Bublanski e Anita Giannini unem esforços para que se faça justiça; Erika Berger sente-se também ameaçada; e quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

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