Definitivamente eu e o Sapo não nos entendemos. O sistema de blogues do Sapo é algo de pré-histórico e que não sofreu muitas alteraçõesdesde há uns anos. o Página 2 é exportado para a Wordpress que continua a ser a minha plataforma de eleição.
São todos bem vindos! :) - Até já!
No: Página 2, onde vou falando das minhas leituras e dos meus livros:
Costuma dizer-se que: «um azar nunca vem só» que o diga David Lurie o protagonista de Desgraça, um livro que me causou alguma estranheza no início e que me deixou um pouco sem saber o que dizer ou pensar já na recta final. (a última vez que me aconteceu algo semelhante com um livro foi à relativamente pouco tempo com «Sputnik meu amor»)
David Lurie um professor já na casa dos 50, vive sózinho e “conformado” com o seu modo de vida e profissão. Não gosta de dar aulas, apenas o faz por obrigação e necessidade e é ignorado pelos seus alunos como se fosse invisível. Recorre a prostitutas para «enganar» a solidão e sobretudo para se enganar a si próprio. Acaba por envolver-se demasiado com Soraya uma “prostituta nas hora vagas” que se escandaliza quando as turistas mostram os seios. A relação de Lurie com Soraya é quebrada quando o professor se intromete demasiado na sua vida “pós-laboral” David sente inveja da vida de Soraya da vida dos seus filhos e de um marido que nem sequer conhece. David Lurie não tem vida própria, não tem ninguém, não tem nada.
Lurie aproxima-se de Melanie Isaacs uma jovem de 20 anos e sua aluna. Envolvem-se sexualmente e afectivamente durante algum tempo até que o caso se torna público e desmorona por completo a vida do professor.
Julgamos rapidamente conhecer David, quer pelo seu comportamento e atitudes, quer pela “perseguição” à jovem Melanie. uma verdadeira obsessão.
Tenho lido várias opiniões acerca deste livro e principalmente neste ponto quase todos são unânimes: David é um pervertido cinquentão que engata meninas adolescentes ou prostitutas, um verdadeiro predador perigoso que convém a todo o custo manter afastado. Até certo ponto as suas atitudes doentias revoltaram-me bastante, mas à medida que a narrativa vai avançado a imagem de Lurie vai mudando… o que me fez voltar atrás e deixar de concordar com algumas opiniões acerca deste personagem.
Não considero David Lurie um predador, pelo menos neste contexto o de um homem que abusa sexualmente de adolescentes.
Pelo menos no que diz respeito a Melanie, ele seduz mas também é seduzido. Nunca obrigou a jovem a fazer nada que não estivesse disposta a fazer, e sendo ela maior de idade…
Mas efectivamente nesta parte da narrativa o protagonista consegue ser detestável pelo facto de “perseguir a sua presa” na altura em que decide quebrar o limite do razoável ao aceder ao ficheiro de dados da jovem e descobrir o seu contacto. David está obsecado com Melanie. (é ele quem manda! ela apenas obedece – pág. 28) No entanto como já referi acabamos por conceber uma ideia acerca do professor… mas apercebemo-nos mais tarde que o autor só nos deixa pré-visualizar aquilo que bem entende.
David Lurie aceita todas as acusações que lhe são feitas e é demitido. Nesta parte do livro é bem demonstrada a hipocrisia dos seus colegas.
Decide então visitar a sua filha Lucy que vive no interior da África do Sul e é proprietária de uma “quinta” isolada onde esta vive da agricultura e se dedica também a receber cães que na sua maioria acabam por ser abandonados pelos donos.
A estadia de Lurie acaba por prolongar-se e este numa espécie de castigo vai executando as tarefas da quinta e ajudando a filha.
Até que um dia algo de muito mau acontece… (não irei aprofundar para quem ainda não tenha lido o livro não perder a surpresa) quem já o leu sabe do que falo. Numa África do Sul pós-apartheid não é muito difícil de descobrir.
A partir desse momento a vida de Lurie quase que se transforma e ele entra num caminho sem volta, numa verdadeira redenção (pelo menos é isso que parece) será?
Gostei bastante do final do livro, pois ao contrário daquilo que o leitor espera tudo fica em aberto, nada fica decidido. O episódio com o cãozinho deficiente foi para mim muito comovente e deixou-me a pensar se tal como o cão, David decide “seguir em frente” ou continuar conformado com a sua desgraça.
Sinopse: David Lurie é um professor universitário de meia-idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo das aulas e as satisfações momentâneas que lhe proporciona uma prostituta chamada Soraya. Quando a prostituta deixa de o atender, David dirige a sua atenção para uma jovem aluna, com a qual terá uma arriscada aventura. A denúncia da relação provocará um autêntico naufrágio existencial, que começa com a humilhação pública e o afastamento do cargo. David procura então a sua filha Lucy, que vive numa quinta numa zona rural, longe da Cidade do Cabo. Mas a desgraça continuará a persegui-lo…
Acredito que existem livros que esperam o momento certo para serem lidos, tenho a certeza de que foi isso que aconteceu com este (A Sombra do Vento), que esperou seis anos que eu o descobrisse…
Carlos Ruiz Zafón, transporta-nos à Barcelona da primeira metade do Século XX, onde Daniel Sempere pela mão do seu pai descobre “O cemitério dos livros esquecidos”. Realizam então uma espécie de ritual mágico e o rapaz descobre um misterioso livro. Um livro que Daniel devora num ápice e que recusa vender seja a quem, for. Até que um dia começa a ser perseguido por Lain Coubert, um dos personagens, Coubert pretende que o jovem lhe entregue o livro para o destruir. É impossível voltar atrás pois já está demasiadamente envolvido… Daniel decide então aprofundar a misteriosa história de Julian Carax o homem que supostamente escreveu “A Sombra do Vento”
Mistério, Policial, Romance, Politica, Sexo, 1001 géneros misturados numa história original e viciante, um livro que nos fala de descobertas de perdas, de reencontros e de…
Para quem já o leu, sabe que é impossível ficar indiferente a “A sombra do vento” queremos chegar ao fim o mais rapidamente possível, mas ao mesmo tempo, voltar atrás e esticar ao máximo para que não se vá embora. Senti uma empatia enorme com este mundo e com os seus personagens, de salientar o engraçado Firmin Romero de Torres um dos personagens que mais me cativou ao longo das quase 500 páginas de verdadeiro prazer, um livro que recomendo para ler e reler. É simplesmente brilhante.
Sinopse: Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.
Este é daqueles livros que apetece terminar e falar sobre ele, mas essa é a parte pior… Existem tantas coisas por dizer sobre “A culpa é das estrelas”.
Era um dos livros que estava incluído no meu desafio de leitura para 2013(mais um livro que veio da Roda). Confesso que estava algo receoso, primeiro porque já o ano passado tinha lido bastante acerca dele e quase todas as opiniões eram demasiadamente favoráveis, logo as minhas expectativas deveriam ser também muito elevadas… mas tenho-me dado mal quando parto com demasiadas expectativas para determinado livro, depois as críticas (dos “especialistas”) essas são geralmente aquelas que fazem com que não leia os livros, ou não lhes encontre nada de especial. O facto é que li “A culpa é das estrelas” em 3 dias (o livro também não é grande) mas algo de inexplicável me prendia a esta história e essa é essa parte que tenho dificuldade em explicar. Sabia de ante-mão que tinha na frente um livro que falava de cancro e pior…. cancro em adolescentes, um assunto penoso e que nos toca de forma brutal. Ás primeiras páginas, sabemos que estamos diante da crónica de uma morte anunciada, talvez isso fosse o suficiente para tentar adivinhar o desfecho e preparar-nos para o “baque” final, mas este livro é muito mais do que isso. É um livro que fala de vida e de morte, é um livro repleto de humor e sarcasmo perante a situação… um livro que nos faz ver o outro lado do cancro e que não cai no facilitismo de fazer o leitor ir a correr buscar a embalagem de lenços de papel… mas por diversas vezes foi difícil prosseguir. À medida que a história vai avançando, a dor aumenta de intensidade e os laços que o leitor criou com Hazel e Augustus Waters são enormes, começamos a temer por eles e a perceber que o destino de ambos, não está nas nossas mãos…. Não esteve nas mãos do autor… e muito menos nas de Deus. Senti demasiadas sensações com este livro, por vezes ambos os personagens centrais me irritaram com as suas conversas metafóricas eu dizia para mim mesmo: “nenhum miúdo de 16 anos a morrer de cancro fala assim caramba” e depois lentamente entrei no estado de compreensão. A metáfora de Gus com o “cigarro apagado” ao canto da boca, veio calar a minha irritação e incompreensão. A viagem a Amesterdão foi sensacional, visualizei os locais, na mesa do restaurante Oranjee, percebi porque raio é que o livro tinha o nome de “A culpa é das estrelas” tive falta de ar ao subir as escadas da casa de Anne Frank ao mesmo tempo que Hazel. Deixei de escutar Otto Frank e estive ali ao lado daqueles dois miúdos, naquele momento…
A culpa é das estrelas não é apenas um livro que fala de adolescentes com cancro, é um livro mágico, com personagens que saem dele e se tornam parte de nós. Absolutamente fantástico… OK?
Sinopse: Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
De vez em quando sabe bem ler algo mais leve e para isso, creio que não há melhor do que Marc Levy. Este é um dos meus autores de eleição, não porque escreve pérolas, mas porque sei que em Levy vou sempre encontrar boas histórias, que nunca se repetem, sempre cheias de magia e sempre com muita originalidade e imaginação. No entanto, não existe regra sem senão… este é provavelmente um dos elos mais fracos do autor, numa ideia original, mas que apenas conseguiu o seu pico nas últimas páginas, o que não chegou para remediar a por vezes pastosa leitura que foi a estranha viagem do senhor Daldry. Não quero dizer com isto que é um mau livro, ou uma má história… Simplesmente não me cativou, como os seus antecessores. No entanto este livro cumpre perfeitamente aquilo que mais gosto numa leitura, levar-me a lugares que gostaria de visitar e que provavelmente nunca irei visitar e reviver períodos da história que de alguma forma me atraem.
Entre Londres e Istambul, acompanhamos a insólita viagem de Alice e do seu vizinho Daldry, numa épica aventura de descobertas e de incertezas.
Uma estória, criada passo a passo de forma muito envolvente e com momentos muito bonitos. Vale a pena ser lido… Contudo e como já referi, falta qualquer coisa, pois está longe de encher de magia o coração dos leitores fãs das histórias de Levy
Sinopse: Londres, 1950. Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis. O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino. De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…
Gostei bastante deste 1º romance do autor João Ricardo Pedro, que soube agarrar o leitor logo à primeira página, com a história de Celestino e deixando-o ficar com água na boca até ao desenlace. Gostei deste livro, porque é um livro nosso. E quando digo nosso, faço-o porque senti a estória e a história, porque senti os personagens, as paisagens, as ruas, as palavras, os palavrões.
Dei por mim, algumas vezes a pensar como teria sido o processo do autor na criação dos seus personagens, um bom observador e um ouvinte atento com certeza. A riqueza deste livro para mim não se prendeu sequer com a estória mas sim nas várias estórias que se foram desenvolvendo e entrelaçando até se fundirem.
Uma saga familiar, que é contada a várias vozes e em vários pensamentos, desde a revolução de 25 de Abril de 1974 até aos dias de hoje, episódios que se não foram reais, têm tudo para ter sido. Nota-se que João Ricardo Pedro, é um ser atento e conhecedor da nossa história recente, É um autor da minha geração, logo existem certos aspectos e pormenores que dificilmente os poderá ter vivido, mas que aproveita e muito bem, pequenas histórias que com certeza terá ouvido talvez bem perto de si. Gostei deste livro, pela sua linguagem crua e dura da realidade de um Portugal que em alguns aspectos se mantém intacto e intocável, gostei porque o autor me pareceu peixe na água em quase todas as situações, de uma extrema brutalidade e consciência da vida real (como ela é) mas também de uma extrema sensibilidade e um à vontade com a música clássica por exemplo.
Em suma e para não me tornar demasiadamente repetitivo termino com um: “gostei deste livro”, mas não sei explicar porquê, talvez porque não haja nada para explicar, posso no entanto assegurar que “O teu rosto será o último” não é um livro de meias medidas, ou se gosta, ou não se gosta. É um livro, bem estruturado, bem escrito, com um princípio e um meio, mas é um livro que tem falta de um fim, um fim que sossegue o leitor, um fim à altura daquilo que o leitor desejaria… Irei aguardar por novidades deste autor, que espero não perder de vista.
Sinopse:
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu. Através de episódios aparentemente autónomos – e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial. Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias – muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras – que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?
Como fã da série Millennium não poderia deixar passar este novo livro que volta a reunir Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. Três anos depois de ter lido aquela que se ficou apenas pela Trilogia Millennium, regressei à série e foi com um misto de satisfação e desconfiança que me preparei para este “A Rapariga apanhada na teia de Aranha”
Avancei para a leitura, e parti quase sem expectativas para evitar novas desilusões literárias como já aconteceu anteriormente. Evitei a todo o custo ler opiniões de outros leitores limitando-me apenas a passar os olhos pela sinopse, sempre consciente de poderia cair na tentação da comparação.
Apenas posso garantir que em momento algum senti que não estava diante de um livro de Stieg Larsson, o que muito me surpreendeu. Inicialmente tive algumas dúvidas em relação ao método utilizado por David Lagercrantz para levar a bom porto a “continuação” da saga. A impressão com que fiquei é que estava perante duas histórias, mas que uma nada tinha a ver com a outra, quase como se fossem dois livros diferentes, onde um deles é simplesmente atirado à sua sorte “e logo se vê o que vai dar”. Foi preciso avançar umas boas páginas para perceber que afinal o autor estava apenas jogar com o leitor.
Como referi é quase impossível não entrar na onda da comparação… Mas esse é o maior erro que o leitor pode cometer. É difícil mas há que tentar! e acreditem que o esforço vai compensar. Lisbeth Salander é porventura uma das personagens maiores da literatura recente, graças ao seu carisma, à sua força e sobretudo graças à sua “essência”, se a série Millennium conquistou milhões de fãs um pouco por todo o mundo; ganhando o estatuto de série de culto a Salander o deve, sem ela, seria apenas mais um policial/thriller nórdico. A minha opinião vale o que vale… mas posso assegurar que quem vá procurar a essência que Larsson criou na sua obra a irá encontrar novamente.
Li algures que O autor se terá inspirado no caso Snowden e nas suas divulgações bombásticas relativamente à N.S.A. para criar este novo livro. O certo é que temas como o autismo, a espionagem industrial, venda de segredos e informações, inteligência artificial, segurança nacional, jogos de poder e de interesses, suportam excelentemente o esqueleto utilizado e relançam Blomkvist e a Millennium novamente para o caminho da fama.
A herança que Lagercrantz herdou, não deve ter sido Pera-doce, mas cumpriu e bem a missão que lhe foi confiada não apenas lhe deu um seguimento credível como também lhe deu um cunho pessoal enorme. Com isto Lagercrantz marcou não apenas pontos, mas um território que passa a ser seu e que alcança com mérito. Uma leitura compulsiva, viciante e que em nada fica a dever aos seus antecessores. Aguardo com ansiedade o próximo volume que de acordo com as fontes oficiais, nos irá trazer uma nova aventura em 2017.
Valeu a pena a espera.
Sinopse: Neste thriller carregado de adrenalina, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist enfrentam uma nova e perigosa ameaça que os leva mais uma vez a unir as suas forças. Uma noite, Blomkvist recebe um telefonema de uma fonte confiável declarando ter informação vital para os Estados Unidos. A fonte tinha estado em contacto com uma jovem mulher, uma super-hacker que se parecia com alguém que Blomkvist conhecia bem de mais. As consequências são surpreendentes. Blomkvist, a precisar urgentemente de um furo jornalístico para a Millennium, pede ajuda a Lisbeth, que, como habitualmente, tem a sua agenda própria. Em A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, o duo que fez vibrar 80 milhões de leitores com Os Homens Que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar encontra-se de novo num actual e extraordinário thriller.